Ao analisar o comportamento da força de trabalho feminina no Brasil
nos últimos 30 anos, o que chama a atenção é o vigor e a persistência do
seu crescimento. Com um acréscimo de 32 milhões de trabalhadoras entre
1976 e 2007, as mulheres desempenharam um papel muito mais relevante do
que os homens no crescimento da população economicamente ativa.
Enquanto as taxas de atividade masculina mantiveram-se em patamares
semelhantes, _ entre 73 e 76% em praticamente todo o período, as das
mulheres se ampliaram significativamente. Se em 1976, 29% das mulheres
trabalhavam, adentramos o novo milênio com mais de 40% trabalhando ou
procurando emprego ( ou seja, a PEA- população economicamente ativa,
que inclui para o IBGE, os/as ocupados/as e os/as que estão á procura
de trabalho) e mais da metade delas ( 53%) em franca atividade no ano
2007.
Lembre-se, aqui, que a partir de 1992 a FIBGE passou a adotar nas PNADs um conceito de trabalho ampliado, o que acabou por se refletir, particularmente, nas taxas de atividade feminina.
A importância crescente das mulheres na força de trabalho pode,
também, ser observada de outro ângulo, através da sua participação na
PEA. Se em 1976, o contingente feminino na PEA era de 29%, em 2007 ela
atinge mais de 40%.
Movimento semelhante não se verificou, entretanto, em relação à
participação das mulheres no conjunto dos empregados, que na última
década se manteve próxima a 1/3, pois como tem sido reiteradamente
comentado, os lugares privilegiados de inserção de parcela
significativa do contingente das trabalhadoras no mercado de
trabalho, ainda são as atividades informais, não remuneradas e o
trabalho doméstico. A tabela que segue dá idéia da magnitude e das
diferenças numéricas entre os segmentos populacionais considerados como
POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA- PEA, OCUPADOS E EMPREGADOS.
Referências:
http://www.fcc.org.br/bdmulheres/serie1.php?area=series

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