No momento atual, em virtude do maior acesso à informação e
estudos, os trabalhadores pleiteiam as vagas de trabalho em condições de
igualdade dentro de suas formações. Porém, não há garantias de uma
permanência perdurável no emprego.
Além disso, o trabalhador inserido no atual mercado de trabalho deve
estar preparado para constantes pressões por geração de lucros,
produtividade e inovação, ainda que exista uma maior possibilidade de
negociação do salário, visto que agrega valores à empresa.
Em meados do século XX,
surge outra vertente econômica, o keynesianismo, que entre outras
propostas defendia a intervenção do Estado na economia. Os adeptos dessa
visão contestam o modelo de mercado de trabalho descrito pelos
neoclássicos no que tange à lei da oferta e demanda. Para estes, a
demanda por trabalho não é determinada pela remuneração, e sim pela
necessidade de produção da empresa para atender seu mercado consumidor
ou o que se espera vender a este. Desta forma, a demanda por mão
de obra é definida fora do proposto pelo modelo de mercado de trabalho
dos neoclássicos. Assim, seria possível ocorrer situações onde a oferta
de emprego possa ser inferior à mão de obra disponível, configurando-se o
cenário de desemprego.
Todas essas abordagens trazem a visão do Mercado de Trabalho como
uma unidade, de maneira que seria possível a todos os trabalhadores se
candidatarem para qualquer vaga que esteja em oferta. Ao enfocar o
mercado de forma ampla, ainda que sejam conceituadas as relações de
lutas entre classes, competências e até mesmo a interferência estatal,
não são considerados fatores de contexto regional, demográfico ou
profissional, por exemplo. Fatores estes que podem originar rearranjos
nas relações entre capital e trabalho, proporcionando o surgimento de
segmentações de mercado.
Referências:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_de_trabalho#Mercado_de_trabalho_nos_dias_de_hoje
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